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— João Freitas (@J_L_Freitas) October 20, 2024
Blog de partilha de experiências educativas
O PC Building Simulator é um excelente videojogo para entender a lógica de montagem de um computador e a função dos seus componentes. Esta simulação é ainda recomendável por reproduzir componentes reais. Permite experimentação sem riscos monetários ou físicos, que poderiam acontecer numa situação real.

PC Building Simulator – aula com uma turma DOV
Esta atividade continua a ser desenvolvida nas aulas de cidadania do Ensino Especial numa turma UNECA. É uma atividade de continuidade em termos pedagógicos, capacidade de colaboração, comunicação, inclusão no grupo e desenvolvimento de várias atitudes relacionadas com o relacionamento interpessoal.
É fundamental acrescentar que as novas tecnologias de interface podem facilitar a interação, mas são os videojogos que acabam por determinar o sucesso da atividade, pois são eles o verdadeiro elemento motivador. A ação pedagógica seria menos eficaz, mesmo com o Kinect, se os alunos não gostassem dos videojogos.
Em Novembro publiquei um artigo no blog Fell ThinK Grow Inspire sobre a adaptação de um Gamepad ao ensino especial. Estou convicto que em muitos casos se pode fazer muito com pouco, não havendo sempre a necessidade de grandes investimentos, quando se pode recorrer a meios e técnicas, que embora pensadas para outro tipo de situações, podem ser adequados ao ensino. No entanto, pelo menos, no campo das aplicações, já existem aquelas que foram propositadamente concebidas para o ensino especial e não custam nada, como é o caso do NVDA – nonovisual desktop access que possui uma qualidade idêntica outras aplicações que são pagas de forma substancial por escolas e instituições.
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“Gamepad como interface de acessibilidade no ensino especial – Blog Feel Think Grow Inspire” Recentemente, tendo notado que a aluna “tremia” menos com a mão, quando fazia pequenos movimentos, sugeri que se usasse o rato com a sensibilidade elevada (ao contrário do que normalmente se faz), para que a aluna pudesse controlar aquele interface com movimentos muito subtis da mão, o que, segundo a hipótese colocada, reduziria o “tremer” da mão. Esse método está a ser implementado, com alguns resultados, mas só o tempo dirá se terá sucesso. |
Penso que uma filosofia de adequação de hardware e software poderá não só optimizar o uso de tecnologia no ensino, como poderá permitir fazê-lo a um custo baixo, recorrendo a recursos que estão facilmente disponíveis. Destaco o caso do software em que frequentemente se opta pela utilização de aplicações que são pagas, quando existem outras equivalentes que são gratuitas.
Pequeno artigo da minha autoria sobre a acessibilidade no sistema operativo Windows 7 com recurso ao software NVDA – nonovisual desktop access.
O artigo pode ser consultado aqui.
Ontem realizou-se a minha visão inicial de uma “Kinectescola”. Quando me ocorreu a utilização do Kinect na escola, visualizei o seu potencial de partilha e interatividade entre grandes grupos de alunos. A ideia ultrapassou o espaço da sala de aula, passando pela atividade, que foi batizada pelo meu colega, Marco Medeiros, como “Eu tu e o Kinect”, em que turmas do ensino regular foram recebidas na sala de aula pelos alunos do ensino especial, atingindo um novo patamar com a atividade “1ª Edição do concurso de dança Kinect”, em que uma grande número de alunos da escola jogou ao Dance Central 2, videojogo que recorre ao Kinect, que pela natureza facilita situações de interação, integração e a inclusão. Quem sabe um “futuro Kinect” poderá vir a facilitar maiores níveis de interação, quando for possível o reconhecimento simultâneo de um maior número de pessoas .
Por outro lado, penso que é de salientar o poder dos videojogos que associados a tecnologias que facilitam a acessibilidade, ou mesmo utilizando os interfaces normais, podem, desde que corretamente utilizados, ser ótimos mediadores de socialização e aprendizagem.
Por coincidência a TVI veio naquele dia fazer uma cobertura à escola, pelo que é possível ver esta atividade na peça que se encontra no Jornal da Uma de 15 de Junho (minuto 17).
Após ter sugerido a utilização do Kinect no Ensino Especial ao Professor Marco Medeiros, este revelou logo interesse na tecnologia, apercebendo-se como eu de que uma tecnologia que lia os movimentos do corpo humano seria uma forma de ultrapassar a barreira do interface no recurso a aplicações de software no Ensino Especial. No entanto, tal tecnologia necessitava de uma verba que não dispúnhamos, pelo que procuramos no exterior da Escola quem nos pudesse financiar. Na Escola, o caminho estava aberto, tendo havido receptividade por parte do órgão de gestão para que a tecnologia fosse utilizada na sala de aula, em particular, com o recurso a videojogos.
João Freitas
Em Dezembro de 2010, após alguns contactos, formalizamos uma proposta ao Núcleo de Empresários de Lagoa (NELAG), na qual pedíamos fundos para a aquisição de uma consola XBOX 360 acompanhada de uma tecnologia inovadora, o Kinect. No dia 4 de Fevereiro de 2011, graças aos nossos benfeitores, a consola estava na escola. Aquela tecnologia havia entrado no mercado em novembro de 2010. Poucos meses depois, já a tínhamos na escola. O Kinect sugeria ter grande potencial, mas de uma forma indistinta, pois não tínhamos qualquer referencial em que nos apoiar, dada a novidade do equipamento. A nossa mente estava povoada de ideias muito indefinidas que sugeriam que um interface daquela natureza seria um facilitador espantoso, pois já haviam sido efetuada experiências com videojogos com aquela turma usando os interfaces tradicionais e conhecíamos as suas vantagens, mas também as suas limitações e barreiras. O Kinect situava-se quanto mais num domínio próximo da utilização de alguns videojogos no quadro digital, como o Crayon Physics Deluxe, que nos sugeria que os movimentos mais naturais eram uma foram de relação mais amigável com a tecnologia, todavia, faltava-nos aquela presença de espírito que só resulta da experiência.
Concentramo-nos na montagem do equipamento, na sua disposição na sala de aula, na criação de contas XBOX LIVE e em vários outros aspetos dessa natureza. Ligamos a consola a um videoprojector em frente ao qual fixamos o Kinect, ficando com uma projeção de dimensão considerável e uma área de movimentação bastante satisfatória. Fizemos alguns testes e estávamos prontos para começar.
O Kinect veio acompanhado com o Kinect Adventures, jogo que pensamos ser bom para familiarizar os alunos com o equipamento, mas que, no entanto, veio a tornar-se no nosso software de seleção, pois cedo se revelou um facilitador de situações de integração de alunos em atividades de pares, mesmo aqueles que normalmente não participavam nesse tipo de atividades.
Nota: Este texto é parte de um artigo que está a ser elaborado por mim e pelo professor Marco Medeiros onde descreveremos e explicaremos a atividade em que recorremos ao Kinect como ferramenta pedagógica.
Deverá estar ligado para publicar um comentário.