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Blog de partilha de experiências educativas
Construção de um modelo da ilha de São Miguel, recorrendo à versão educativa do Minecraft.

Projeção do mapa da ilha de São Miguel e da obra em progresso (em tempo real).
Mais um vez utiliza o videojogo Epistory – Typing Chronicles para treinar técnicas de digitação. Complemento com a excelente aplicação RapidTyping que cumpre muito bem a sua função de ensino da posição correta das mãos.

#GBL #seriousgames
O PC Building Simulator é um excelente videojogo para entender a lógica de montagem de um computador e a função dos seus componentes. Esta simulação é ainda recomendável por reproduzir componentes reais. Permite experimentação sem riscos monetários ou físicos, que poderiam acontecer numa situação real.

PC Building Simulator – aula com uma turma DOV
A atividade irá decorrer na sala 104, no dia 7 de Dezembro, das 10:15 às 13:30h, na Escola Secundária de Lagoa.
Os anfitriões são os alunos de “Transição para a Vida Ativa” que irão receber colegas do Ensino Secundário. Na sala vão estar disponíveis vários computadores com jogos muito divertidos que vão desafiar todos os presentes e contribuir para um momento de partilha entre alunos do ensino especial e do regular.
Também haverá acesso a atividades muito interessantes online na página https://www.codemove.pt/175/desafios – coloca S.Miguel no nome do distrito e indica a escola como “Secundária” para aparecer a tua escola.
Para informações contactar jlfreitas2007@gmail.com
É bem sabido que no trabalho de grupo é muito importante a forma como a comunicação se dá, assim como, as emoções e valores associados àquele processo. Este fato faz-se notar ainda com mais veemência em grupos onde o conflito surge facilmente.
Em algumas turmas, focar os alunos em atividades colaborativas complexas pode ser um desafio que requer um maior preparo e dedicação por parte do professor, que tem de ter em conta a forma como a comunicação ocorre e a resolução dos conflitos que possam surgir.

videojogo não resolve por si só os problemas comportamentais, mas a motivação gerada por aquele mídia pode ser uma oportunidade para motivar os alunos para atividades que requerem colaboração em torno de projetos que necessitam de atenção e paciência. Criando-se um situação gerida pelo professor onde os alunos podem aprender a colaborar e a comunicar, permitindo ao professor diagnosticar/avaliar e corrigir os comportamentos que vão surgindo, reforçando as interações corretas e dando sugestões para melhorar o relacionamento entre os alunos.
O fato de o professor poder estar presente no universo virtual a colaborar no projeto, não sendo um pré-requisito, é apreciado pelos alunos, não obstante que terá de fazer interrupções para fazer um acompanhamento mais físico ou para gerir o servidor.

Nem tudo corre na perfeição, existem alunos que dispersam facilmente, dedicando-se a projetos próprios, no entanto, tendem a manter a comunicação com os colegas e com o professor, além do fato de se estar isolado é desvantajoso quando a noite cai, o que funciona como um motivo adicional para a entreajuda.

Ao planear o desenvolvimento de uma atividade há que definir as regras de trabalho. Uma equipa organizada é essencial para executar um plano, caso contrário os alunos irão dispersar-se. A nossa primeira construção foi uma torre para que tivéssemos um ponto de referência, pois caso alguém se afastasse, teria sempre aquele referencial para poder voltar. Mas se a equipa não seguir as regras e o professor não estiver presente os alicerces do edifício nunca serão construídos.
Nos que respeita ao plano de aula, vários serão os aspectos relevantes com que me deparei nas últimas semana ao usar o MinecraftEdu no Ensino Especial, mas considero que os seguintes têm sido os alicerces das atividades que tenho desenvolvido em conjunto com os alunos:
1 – Definir/criar um ponto de referência para os alunos não se perderem, pois aqueles tendem a dispersar-se pelo cenário, perdendo-se com grande facilidade.
O jogo permite teleporte para a origem, mas tal implica um novo carregamento do cenário e uma perca na “imersão” no jogo, além de que uma situação de autonomia será sempre preferível.
2 – Definir bem as regras que os alunos devem seguir durante a construção, em particular no que respeita ao que fazer e ao espaço onde deverão circular.
Há que pensar que materiais e ferramentas pretendemos utilizar. O modo criativo é muito bom, pois fornece tudo, mas ao mesmo tempo o excesso de recursos e ferramentas é muitas vezes um elemento de distração, pelo que tenho preferido dar os recursos ou fornecer as ferramentas para os alunos os obterem, o que em último caso implica um maior investimento destes no projeto.
3 – Quando possível, a presença do professor no jogo ajuda a manter o clima de trabalho e os alunos na área de construção, facilitando acompanhamento da atividade.
Circular entre os PCs de um grupo de alunos autónomos também funciona, mas a presença virtual do professor no jogo tem um peso maior, definindo o espaço de trabalho e fazendo eventuais demonstrações e correções. No ensino especial os alunos menos autónomos necessitam de uma acompanhamento constante, não só em termos de presença virtual do professor, mas também através de uma comunicação oral constante.
Após um mês de experiência com o MinecraftEdu pode-se, desde já, afirmar que as possibilidades de colaboração e configuração são, como se esperava, aquelas que se destacam aquando de uma abordagem no Ensino Especial com este videojogo, abrindo-se as portas para projetos colaborativos multidisciplinares e interdisciplinares, que podem ultrapassar facilmente as barreiras da escola.
Os alunos poderão as poucos passar a ser os mestres deste pequeno mundo, no qual o professor pode também participar.
Em Novembro publiquei um artigo no blog Fell ThinK Grow Inspire sobre a adaptação de um Gamepad ao ensino especial. Estou convicto que em muitos casos se pode fazer muito com pouco, não havendo sempre a necessidade de grandes investimentos, quando se pode recorrer a meios e técnicas, que embora pensadas para outro tipo de situações, podem ser adequados ao ensino. No entanto, pelo menos, no campo das aplicações, já existem aquelas que foram propositadamente concebidas para o ensino especial e não custam nada, como é o caso do NVDA – nonovisual desktop access que possui uma qualidade idêntica outras aplicações que são pagas de forma substancial por escolas e instituições.
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“Gamepad como interface de acessibilidade no ensino especial – Blog Feel Think Grow Inspire” Recentemente, tendo notado que a aluna “tremia” menos com a mão, quando fazia pequenos movimentos, sugeri que se usasse o rato com a sensibilidade elevada (ao contrário do que normalmente se faz), para que a aluna pudesse controlar aquele interface com movimentos muito subtis da mão, o que, segundo a hipótese colocada, reduziria o “tremer” da mão. Esse método está a ser implementado, com alguns resultados, mas só o tempo dirá se terá sucesso. |
Penso que uma filosofia de adequação de hardware e software poderá não só optimizar o uso de tecnologia no ensino, como poderá permitir fazê-lo a um custo baixo, recorrendo a recursos que estão facilmente disponíveis. Destaco o caso do software em que frequentemente se opta pela utilização de aplicações que são pagas, quando existem outras equivalentes que são gratuitas.
Pequeno artigo da minha autoria sobre a acessibilidade no sistema operativo Windows 7 com recurso ao software NVDA – nonovisual desktop access.
O artigo pode ser consultado aqui.
An article written by me and professor Marco Medeiros for the Microsoft Europe site about our experience with Kinect in the classroom.
“With Kinect the students were no longer limited to a chair plugged to a table, they were dancing with their peers in front of the screen and in this way also practicing their motoric and coordination skills. This dynamic allowed us to shape the game according to the student´s needs, adding extra rules etc. and in this way we could continue to develop the students´ skills.”
João Freitas and Marco Medeiros
Teachers of Escola Secundárias de Lagoa
Youtube video Here
Existe um um artigo em Português, mais pormenorizado, no blog Feel Think Grow Inspire
Deverá estar ligado para publicar um comentário.